domingo, 5 de dezembro de 2010

Serra da Estrela 1º Nevão !

Ontem 7 Associados da Desnivel foram matar fome de neve á serra da estrela...





Dizer que a Serra Estava com neve é pouco, neve fresca, deu para matar as saudades até á cintura :)






































quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Vertigem Mag nº 2


Já está online 2º número da Vertigem!. Visitem www.vertigem-mag.com para ter acesso a mais este número!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Grand Pic du Midi d'Ossau 2880m e Garmo Negro 3.050m







3 sócios da Desnível aproveitaram da melhor maneira o passado sábado e domingo, ao ascenderem 2 cumes emblemáticos dos Pirineus. Apesar da ameaça de mau tempo e de uma viagem directa Lisboa - Portalet na noite de sexta-feira, que atrasou todos os inícios de actividade e projectou estas para descidas nocturnas, a sensação foi a de uma taxa de sucesso de 200%. A meteo aguentou-se, apesar das nuvens escuras e ameaçadoras, e apenas na descida do Garmo Negro nos despejou toda a sua artilharia. Actividade realizada a 2 e 3 de Outubro de 2010. A habitual actividade de Outubro, limpinha, rápida e sem parafernália de neve. Aconselho a todos os sócios

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Fotos Sortidas da Ascenção ao Cântaro Magro











Ascenção ao Cantaro Magro Pela Via do Y

Neste sábado um grupo de pessoal da desnivel resolveu dar uma subidita ao Cantaro Magro pela via do Y, íniciamos a escalada ás 9 com um tempo porreiro, sol mas pouco calor.

O Croqui aproximado foi :


Ambas as variantes são fáceis, no entanto a variante da Esquerda é mais facil que a da direita que tem alguns passos V grau para vencer.













A Via começa com uma escalada fácil até ao sitio onde no croqui há a primeira viragem á direita, esta é a parte mais exposta da via e onde uma queda pode ter consequencias mais graves, com sorte pode-se ir ao trambolhão até ao sopé do cântaro, neste tramo progredimos de reunião em reunião.












Vista de uma parte do 1º tramo da via.











Após esta parte chegamos a uma travessiazita para a direita numa zona cheia de mato, aí progredimos para cima encostando-nos á esquerda até uma zona que tem uma árvore, montamos uma reunião na mesma e segue-se outra escalada fácil, iniciada na zona da foto a esquerda, esta zona tem um ou outro passo mais aéreo, mas as quedas são pequenas 5 ou 6 metros na pior das hipoteses antes de torcermos os tornozelos nos calhaus em baixo. Temos umas plaquetes nesta zona que facilitam grandemente a progressão.









Esta zona segue até á zona da bifurcação por um caminho que alem de caminhada oferece um ou outro obstaculo sem grande dificuldade ou exposição.

A Zona da Bifurcação é um pequeno planalto, aí podemos decidir esquerda ou direita, desta vez, fiz o caminho da esquerda, que na minha opinião é bastante mais facil que o da direita, a cordada do Nuno e Tiago foram pela direita e queixaram-se de uma abundancia de Mato, significa isto que temos de lá passar mais vezes !








Na foto da direita está a cabeça do Nuno a dar segurança numa plaquete que existe na parede.
Daqui em diante vou apenas descrever o caminho da esquerda que foi o que tomei.

Montamos uma pequena reunião (que depois de progredirmos vimos que era dispensável) e começamos a subir, no fundo uma caminhada, no fim da corda de 60 m em vez de continuar com as reuniões progredimos em ensamble, até chegar á zona onde o caminho da esquerda faz uma viragem para a direita ( na foto á esquerda mostra a zona pouco antes deonde se faz a viragem a direita) aí temos uma trepada que não convem fazer em ensamble a não ser que se use um ropeman ou tbloc em algumas das proteções não que o perigo de queda seja alto mas mais para que uma escorregadela do 2º não resulte numa queda do 1º esta subida tem uns 10 metros e depois pode seguir-se em ensamble de novo com a corda curta para facilitar a comunicação.

Aqui estamos num pequeno planalto onde se caminha alegremente até um corredor estreito em direccao ao topo. Este corredor que se vê o inicio no centro da foto a esquerda. tem uma ou outra zona de trepada onde convem dar segurança nem que seja ao corpo.















Fim do Corredor que leva ao topo do cântaro
















Vista do Topo
A Tropa !
Mário Batista, Helder Cabedal, Jorge Canelhas, Tiago Bispo, Carlos Martins e Nuno Rodrigues.















Jorge Canelhas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Maratona de Iungfrau




Então, a pedido de várias famílias, aqui vai uma descrição, digamos, impressionista da maratona de montanha de Iungfrau:
Trata-se de uma maratona, tout court, com partida na cidade de Interlaken, e chegada ao lado do Eiger, a 2.100 metros, já depois de uma pequena descida final e de ter atingido os 2.250 metros. Se bem que o record masculino já tenha baixado das 3h, o melhor tempo feminino ainda está nas 3h21, o que revela a dificuldade da prova.
A prova tem duas realidades diferentes:
Até ao km 25, trata-se de uma prova de estrada, com alcatrão e estradões largos de terra batida ou erva, ao longo do rio ou do CF, sempre a subir ligeiramente e com uma ou duas descidas para desmoer as pernas. Neste sector é possível fazer tempos normais. Em termos pessoais, geri um paso de poupança, e passei à meia maratona com 2h02 (se bem que por causa das subidas não conseguisse fazer uns “normais” 1h45, mesmo que quisesse.
A partir do km 25, começam as subidas a sério. Os km’s passam a estar marcados de 250em 250 metros, dado o desafio que alguns destes constituem. Terra batida, geralmente com a largura de um Jeep, algumas povoações (Wengen e Wengernalp) e na parte final, single trek ao lado do glaciar, ao longo da moreia, em que já não dá para ultrapassar ninguém, excepto aqueles que vão recebendo assistência médica. O km final para a meta é a descer, outra vez largo, e quem tenha pernas e pulmão pode fazê-lo a menos de 4 min/km. Mas o normal é demorar 10 minutos neste km!
A organização é verdadeiramente “suíça”: nada é deixado ao acaso, os heli’s vão retirando os gajos que caiem para o lado, a descida faz-se com dezenas de comboios de cremalheira, em duas direcções diferentes. A camisola de Finisher é excelente. Por outro lado, tem aquela rigidez “teutónica”: quem quiser repetir a massa na Pasta Party não pode, e se o horário indica das 18 às 23, pelas 22.10 já está tudo a ser desmontado, para cumprir horário. Rigor oberland…
Em 2010 fui o único português inscrito (eventualmente algum imigrante inscrito como Suiço). A inscrição para os 4.000 dorsais decorre em Novembro ou Dezembro e esgota em 4 dias. Na zona acima dos 2.000 metros nota-se que é gente a mais, uma vez que se trata de um single trek de montanha.

Recomendo e aconselho. Um abraço

Rogério Morais

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PN Ecrins 2010

“Em Julho um grupo de sócios da Desnivel deslocou-se ao Maciço dos Ecrins, nos Alpes Franceses, para algumas actividades de alpinismo. Fomos acompanhados durante alguns dias pelo Pedro Pacheco, com quem fizemos um pequeno estágio, e que nos acompanhou na ascensão da Agulha Dibona e do Pic de La Grave. Depois, enquanto alguns de nós continuamos nos Ecrins e terminamos a semana com a ascensão fácil mas bela das Pointes de la Pilattes, o Pedro Pacheco e o Pedro Sousa foram até Zermatt para tentarem o Matterhorn. Apesar de alguma incerteza em relação à meteorologia, fizeram uma ascensão pela aresta Hornli em apenas em 5 horas! E ainda tiveram tempo de fazer uma travessia no Breithorn no dia seguinte.

O Pedro Pacheco disponibilizou-nos alguns vídeos das actividades realizadas nos Ecrins e em Zermatt.”


Ascensão da Agulha Dibona

http://vimeo.com/13414373


Ascensão do Pic de La Grave

http://www.youtube.com/watch?v=eU8SXKn5It0


Ascensão do Matterhorn

http://www.youtube.com/watch?v=LmrCqGW6OVo


Travessia do Breithorn

http://www.youtube.com/watch?v=INWom9zsKYA


Nuno Rafael Rodrigues

sábado, 17 de julho de 2010

Ararat, 2010














Inserido num grupo de 17 portugueses, fiz no passado dia 8 de Julho a ascensão do Monte Ararat, actualmente na Turquia, com uma altitude de 5137 a 5165m, consoante as fontes.

Embora eu seja sócio da Desnível, há que referir que esta actividade foi organizada pelo CAAL, do qual também sou sócio.

Tivemos muita sorte não só com o tempo, que esteve sempre propício, mas também com a organização local (a Middle Earth Travel, www.middleearthtravel.com) que nos forneceu guias de montanha, tendas, cozinheiro e apoio logístico com carrinhas e mulas (para acesso aos campos de altitude). É necessária autorização da polícia para subir a montanha, e pagam-se 50USD à federação turca de montanhismo. Não é possível subir o Ararat com um simples visto de turista. Na embaixada em Lisboa é necessário pedir uma autorização especial para ir ao Ararat. A zona é controlada por militares, e há barreiras na estrada que impedem o acesso de visitantes não autorizados.

A progressão nesta montanha é acessível, e a via clássica usada permite uma aclimatação suave em dois patamares: o 1º campo a 3200m, e o 2º a 4200m, donde se parte para fazer cume.
A nossa estratégia foi a seguinte:

dia 1 - marcha da base até ao campo 1 (3200m) e pernoita;

dia 2 - subida de aclimatação ao campo 2 (4200m) e pernoita no campo 1;

dia 3 - subida ao campo 2 e breve dormida;

dia 4 - arrancada para o cume às 02h00 e chegada ao cume pelas 07h00; descida e pernoita no campo 1;

dia 5 - marcha até à base e transfer para as carrinhas.

A cidade mais próxima com alojamentos é Dogubayazit, que dista cerca de 45 min por estrada do ponto de partida para a subida ao campo 1.

O Ararat não é particularmente difícil de subir, embora o troço do campo 2 até aos 5000m seja fortemente inclinado na parte inicial, o que o torna perigoso na descida. Há blocos de pedra muito solta de grandes dimensões, e na descida eu próprio dei uma queda bastante aparatosa que para minha surpresa não teve consequências físicas (à parte de uma ou outra nódoa negra).
Consegue-se subir sem crampons no verão, mas é sempre recomendável tê-los na mochila, pois acima do campo 2 entra-se em neves permanentes e em alguns locais, formam-se placas de gelo.

O Ararat é uma montanha muito bonita, um vulcão isolado num planalto quase infinito. O que o torna místico, pois avista-se de grande distância, mas torna as vistas no topo um pouco decepcionantes para quem está habituado aos Alpes ou aos Pirinéus (onde no cimo de qualquer cume se avista uma sucessão interminável de outros). Ali não é assim. Avistam-se distâncias muito grandes, sem obstáculos. Vê-se a Turquia, a Arménia (e a sua capital Yerevan) e o Irão. Infelizmente, não há mapas de qualidade da região, por ser uma área militarmente sensível, e as reproduções da montanha são muito limitadas (fotos de má qualidade).

Quem estiver interessado em mais informações, pode contactar-me.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Vertigem Mag






A
Revista Vertigem é uma revista digital gratuita que aborda assuntos de montanhismo e de escalada.
Tem uma boa apresentação e as fotos são muito atraentes.
O artigo de fundo do nº 1 versa a escalada das 14x 8000m do João Garcia e tem uma entrevista de fundo com o veterano Paulo Alves.
Clica aqui para a folheares.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Annapurna (8091m)



(clica na imagem para ampliar)

Pediram-me hoje para marcar a via Bonington na face sul do Annapurna (8091m), que escalei em 1991.
Confesso que me dá muito prazer rever esta face e recordar o trabalho que nos deu fazê-lo, bem como a alegria de ter atingido o cume.
Os acampamentos foram:
BC - 4200m
ABC - 4700m
C1 - 6200m
C2 - 6800m
C3 - 7300m

A expedição durou de Set 10 a Out 25.

Gonçalo Velez

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ighil M'Goun (4.071 metros): grupo de sócios da Desnível no cume










Um grupo de sócios da Desnível atingiu o cume do Ighil M’Goun no passado dia 14 de Abril, cotado oficialmente com 4.071 metros. Sem dificuldades técnicas e com menos neve do que o esperado, o M’Goun acabou por se revelar um bom desafio: apesar do céu azul no início da ascensão, a meteorologia foi-se degradando gradualmente, e os ventos de 80 km/h foram sendo reforçados com muitas rajadas, claramente acima dos 100 km/h. No cume, a posição “por terra” era a mais aconselhada, e houve quem o atingisse de “tracção às 4”, para não dizer de gatas. Apesar disso, a taxa de sucesso foi de 100%, com 8 portugueses no cume, 2 franceses e 3 marroquinos neste dia. Isolamento, ausência de grandes grupos e até a companhia de um Quebra-ossos na descida, tornaram o local muito agradável, místico até. No regresso, através da longa aresta a 4.000 metros, com cerca de 6 km de comprimento, o tempo foi-se degradando ainda mais, começou a cair granizo e o tecto de nuvens fixou-se a 4.050 metros. No final da descida, rebentou a tempestade. Tivemos assim um “antes e depois” da borrasca, com e sem neve, o que deu dois ambientes muito diferentes. No longo regresso à civilização, tivemos a notícia do fecho de parte importante do espaço aéreo europeu, a estender-se gradualmente à Catalunha e Astúrias, que acabou por não afectar a nossa escala em Madrid, mas contribuiu para a sensação de “isolamento” extra-europeu e distância, a apenas 800 km de Lisboa. Uma excelente saída, sem dúvida.