sexta-feira, 27 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

PN Ecrins 2010

“Em Julho um grupo de sócios da Desnivel deslocou-se ao Maciço dos Ecrins, nos Alpes Franceses, para algumas actividades de alpinismo. Fomos acompanhados durante alguns dias pelo Pedro Pacheco, com quem fizemos um pequeno estágio, e que nos acompanhou na ascensão da Agulha Dibona e do Pic de La Grave. Depois, enquanto alguns de nós continuamos nos Ecrins e terminamos a semana com a ascensão fácil mas bela das Pointes de la Pilattes, o Pedro Pacheco e o Pedro Sousa foram até Zermatt para tentarem o Matterhorn. Apesar de alguma incerteza em relação à meteorologia, fizeram uma ascensão pela aresta Hornli em apenas em 5 horas! E ainda tiveram tempo de fazer uma travessia no Breithorn no dia seguinte.

O Pedro Pacheco disponibilizou-nos alguns vídeos das actividades realizadas nos Ecrins e em Zermatt.”


Ascensão da Agulha Dibona

http://vimeo.com/13414373


Ascensão do Pic de La Grave

http://www.youtube.com/watch?v=eU8SXKn5It0


Ascensão do Matterhorn

http://www.youtube.com/watch?v=LmrCqGW6OVo


Travessia do Breithorn

http://www.youtube.com/watch?v=INWom9zsKYA


Nuno Rafael Rodrigues

sábado, 17 de julho de 2010

Ararat, 2010














Inserido num grupo de 17 portugueses, fiz no passado dia 8 de Julho a ascensão do Monte Ararat, actualmente na Turquia, com uma altitude de 5137 a 5165m, consoante as fontes.

Embora eu seja sócio da Desnível, há que referir que esta actividade foi organizada pelo CAAL, do qual também sou sócio.

Tivemos muita sorte não só com o tempo, que esteve sempre propício, mas também com a organização local (a Middle Earth Travel, www.middleearthtravel.com) que nos forneceu guias de montanha, tendas, cozinheiro e apoio logístico com carrinhas e mulas (para acesso aos campos de altitude). É necessária autorização da polícia para subir a montanha, e pagam-se 50USD à federação turca de montanhismo. Não é possível subir o Ararat com um simples visto de turista. Na embaixada em Lisboa é necessário pedir uma autorização especial para ir ao Ararat. A zona é controlada por militares, e há barreiras na estrada que impedem o acesso de visitantes não autorizados.

A progressão nesta montanha é acessível, e a via clássica usada permite uma aclimatação suave em dois patamares: o 1º campo a 3200m, e o 2º a 4200m, donde se parte para fazer cume.
A nossa estratégia foi a seguinte:

dia 1 - marcha da base até ao campo 1 (3200m) e pernoita;

dia 2 - subida de aclimatação ao campo 2 (4200m) e pernoita no campo 1;

dia 3 - subida ao campo 2 e breve dormida;

dia 4 - arrancada para o cume às 02h00 e chegada ao cume pelas 07h00; descida e pernoita no campo 1;

dia 5 - marcha até à base e transfer para as carrinhas.

A cidade mais próxima com alojamentos é Dogubayazit, que dista cerca de 45 min por estrada do ponto de partida para a subida ao campo 1.

O Ararat não é particularmente difícil de subir, embora o troço do campo 2 até aos 5000m seja fortemente inclinado na parte inicial, o que o torna perigoso na descida. Há blocos de pedra muito solta de grandes dimensões, e na descida eu próprio dei uma queda bastante aparatosa que para minha surpresa não teve consequências físicas (à parte de uma ou outra nódoa negra).
Consegue-se subir sem crampons no verão, mas é sempre recomendável tê-los na mochila, pois acima do campo 2 entra-se em neves permanentes e em alguns locais, formam-se placas de gelo.

O Ararat é uma montanha muito bonita, um vulcão isolado num planalto quase infinito. O que o torna místico, pois avista-se de grande distância, mas torna as vistas no topo um pouco decepcionantes para quem está habituado aos Alpes ou aos Pirinéus (onde no cimo de qualquer cume se avista uma sucessão interminável de outros). Ali não é assim. Avistam-se distâncias muito grandes, sem obstáculos. Vê-se a Turquia, a Arménia (e a sua capital Yerevan) e o Irão. Infelizmente, não há mapas de qualidade da região, por ser uma área militarmente sensível, e as reproduções da montanha são muito limitadas (fotos de má qualidade).

Quem estiver interessado em mais informações, pode contactar-me.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Vertigem Mag






A
Revista Vertigem é uma revista digital gratuita que aborda assuntos de montanhismo e de escalada.
Tem uma boa apresentação e as fotos são muito atraentes.
O artigo de fundo do nº 1 versa a escalada das 14x 8000m do João Garcia e tem uma entrevista de fundo com o veterano Paulo Alves.
Clica aqui para a folheares.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Annapurna (8091m)



(clica na imagem para ampliar)

Pediram-me hoje para marcar a via Bonington na face sul do Annapurna (8091m), que escalei em 1991.
Confesso que me dá muito prazer rever esta face e recordar o trabalho que nos deu fazê-lo, bem como a alegria de ter atingido o cume.
Os acampamentos foram:
BC - 4200m
ABC - 4700m
C1 - 6200m
C2 - 6800m
C3 - 7300m

A expedição durou de Set 10 a Out 25.

Gonçalo Velez

terça-feira, 20 de abril de 2010

Ighil M'Goun (4.071 metros): grupo de sócios da Desnível no cume










Um grupo de sócios da Desnível atingiu o cume do Ighil M’Goun no passado dia 14 de Abril, cotado oficialmente com 4.071 metros. Sem dificuldades técnicas e com menos neve do que o esperado, o M’Goun acabou por se revelar um bom desafio: apesar do céu azul no início da ascensão, a meteorologia foi-se degradando gradualmente, e os ventos de 80 km/h foram sendo reforçados com muitas rajadas, claramente acima dos 100 km/h. No cume, a posição “por terra” era a mais aconselhada, e houve quem o atingisse de “tracção às 4”, para não dizer de gatas. Apesar disso, a taxa de sucesso foi de 100%, com 8 portugueses no cume, 2 franceses e 3 marroquinos neste dia. Isolamento, ausência de grandes grupos e até a companhia de um Quebra-ossos na descida, tornaram o local muito agradável, místico até. No regresso, através da longa aresta a 4.000 metros, com cerca de 6 km de comprimento, o tempo foi-se degradando ainda mais, começou a cair granizo e o tecto de nuvens fixou-se a 4.050 metros. No final da descida, rebentou a tempestade. Tivemos assim um “antes e depois” da borrasca, com e sem neve, o que deu dois ambientes muito diferentes. No longo regresso à civilização, tivemos a notícia do fecho de parte importante do espaço aéreo europeu, a estender-se gradualmente à Catalunha e Astúrias, que acabou por não afectar a nossa escala em Madrid, mas contribuiu para a sensação de “isolamento” extra-europeu e distância, a apenas 800 km de Lisboa. Uma excelente saída, sem dúvida.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Aniversário Desnivel XVI - Digest 3

Bom, isto de digest já vai tendo pouco mas pediram-me para por mais estas:

Aniversário Desnivel XVI - Digest 2

E mais umas começando pelos maratonistas madrugadores: No corredor do Inferno a acompanhar provavelmente o Estrelista mais novo a realizar esta subida - O grande Claudio com apenas 11 anos A tal poção mágica! Para mim foi tiro e queda! Ou isso, ou foi da conversa do Mário Pires...


Aniversário Desnivel XVI - Digest 1

Aqui vai uma especie de apanhado de fotografias de várias autorias:
Um belo amanhacer depois de uma noite com chuva e vento É de manha que se prepara a lenha para o churrasco da noite... com um canivete suiço!

Mais sobre o 16º aniversário ...







Agradeço o trabalho que o pessoal teve para preparar tudo para que a festa fosse um sucesso.
Questiono no entanto uma coisa, ninguém se lembrou de levar uma garrafa de Raposeira para o Tiago Pais que apesar de não saber grelhar entremeadas merecia uma :) .

terça-feira, 30 de março de 2010

XVI Anivers. Desnível. Trail de 26,5 km termina mais cedo do que o previsto devido a investida de Javalis


O Aniversário da Desnível, com base no Covão da Ametade, começou pelas 8h15 de sábado, conforme já escrevemos, com um Trail de treino de corrida de montanha. A extensão inicial prevista de 40 km, teve de ser encurtada para 26,5 km devido a várias investidas e ataques de uma vara de Javalis (Sus Scrofa). Os animais, muito aguerridos, chegaram a engolir de uma só vez a pequena cadela Luca, pelo que um dos suínos selvagens teve de ser esquartejado, aberto e sacrificado, de modo a salvar a pobre cadela da asfixia certa. A dona do pobre canídeo, Sílvia Sininho Araújo, é que nunca perdeu a calma nem o sorriso, apesar de serem mais de 20 Javalis, como se pode ver pode na foto anexa, da autoria da nossa sócia (com as cotas em dia!) Gina Correia. Não perdeu a calma, não ficou nervosa, não caiu, nem deu nenhuma paulada em nenhum participante, que ensaguentado, jurou logo ali vingar-se a frio (daí a neve na foto). No entanto, durante a noite foram ouvidos vários sons de pesadelos cruzados, uns com grunhidos de javali, outros com guinchos de raposa, aparentemente oriundos da mesma tenda.
Para o ano há mais...

16º Aniversário Desnivel

Deixo algumas fotos dos nossos dias no fim de semana do aniversário !

O Nuno Queria MESMO encontrar uma cascata para escalar !



Mário e Paula no topo do corredor do Inferno

Corredor do Inferno, quem encontra o Mário na Imagem?

Partida, Largada, FUGIDA !

Planalto, vazio como se quer ...

Um Belo Halo Solar

Pessoal a Subir um dos corredores do covão do Ferro

Panorâmica da Barragem do covão do ferro