segunda-feira, 1 de março de 2010

Grande resultado da Desnível no Trail da Serra de Sicó









Grande resultado da ADA Desnível no 1º Trail da Serra de Sicó, com Miguel Fernandes a realizar um fenomenal 12º lugar absoluto e Sílvia Araújo a confirmar o excelente momento de forma, no 2º lugar das seniores femininas, com a Paula Brandão nos calcanhares, a pouco mais de um minuto. Por equipas, a Desnível foi 3ª equipa feminina e 7ª equipa masculina. Ao todo 11 atletas, entre os quais 4 meninas.
A sorte protege os audazes, e é bem verdade, uma vez que depois do vendaval huracanado de sábado, a manhã de Domingo amanheceu apenas cinzenta e manteve-se assim durante toda a prova, com temperaturas ideais para correr, alguma lama e calcário escorregadio. Após a chegada dos mais coxos da Desnível, rebentou o dilúvio, que se manteve até à hora do jantar.
O percurso da prova, sem ser diabólico, tinha algumas zonas mais técnicas, que alternavam com estradões bem mais rolantes. Um dos pontos mais bonitos do percurso consistia na passagem pela zona de escalada das buracas, além de um início pelo interior das ruínas de Conímbriga e de várias linhas de água muito bonitas.
Uma nota ainda para a estreia de Miguel Moniz, que sem antecedentes de corrida de estrada ou trail, se estreou nestes 30 km técnicos, sem sentir dificuldades de maior.
Seguem-se o “trail dos caminhos de Almourol”, a 7 de Março (38 km, de Castelo do Bode ao Entroncamento), e o “trail do Pastor” (28 km em torno de Fátima, passando por dentro das grutas da Moeda), a 28 do mesmo mês.
Força Desnível. Parabéns.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Escalada em Gelo na Serra da Estrela

No fim de semana de 14 e 15 de Fevereiro, aproveitamos a janela de bom tempo e o facto de ser fim de semana prolongado de Carneval, para arrancar para a Serra da Estrela. Não havia nenhum programa pré-determinado. Apenas sabiamos que estava a decorrer o encontro do Neve-Estrela da ASE e que amigos nossos estariam acampados no Covão da Metade. Assim sem planos o Nuno Rodrigues, a Silvia Batista e eu fomos também para a serra.

Já chegamos no Sábado tarde, montamos nosso acampamento "cigano" com direito a fogueirinha. Quem quiz cozinhou ao lume, à boa moda das nossa avós, e como acopanhamento do jantar houve "vinho quente" ( lembrei-me de vocês : Rogério e Raúl ;) ) e sobremesa "marshmallows" caramelizados ao lume. Isto de comer só liofilizados ou massas também cansa. Há que variar e ter uns miminhos ;) . E afinal , o carro é que carrega....



Encontramos o Pedro Carradinha ( feliz por ver várias criações dele montadas no covão), o Tiago Bispo e o André e combinamos ir escalar gelo na cascata da estrada.



No Domingo de manhã lá fomos escalar. O Nuno e eu montamos o topo e passado pouco tempo estavamos a escalar. O gelo estava óptimo , o Pedro Carradinha ía nos dando umas dicas , e uns mais fácilmente que outros fomos trepando.

Foi giro,foi cansativo ,mas divertido. Escalar gelo não é tão fácil como parece e os braços ficavam estoirados. O André que era a 1ª vez que calçava crampons parecia um pro! Subiu por ali acima como se fosse nada!

Nessa noite voltamos ao nosso "acampamento cigano". O Tiago e o André vieram " combiber" um pouco connosco. O Covão estava animado. O bar esteve aberto estes dias. A malta da ASE estava no calorzinho do bar a comer a sua feijoca. A organização tinha ateado um fogo de campo enorme à porta do bar, que começou a atrair a malta para o convívio ao lume. Às tantas das nossas tendas ouvíamos e víamos a malta a practicar a dança da chuva dos ameríndios norte-americanos à volta da fogueira. Querem ver que resultou tão bem que é por causa deles que temos estes dias inínterruptos de chuva?
O resultado imediato destas danças é que começou a nevar nessa noite como à muito tempo eu não via nevar. Acordamos em Nárnia! :)
O covão em 24H ficou coberto com o manto branco da neve, em alguns sítios com pelo menos 30cm de espessura. Estava lindo.
Podem ver pelas fotos a transformação.
As nossas tendas desapareceram debaixo da neve. Era impossível resistir de passear no covão a sentir a neve a caír e admirar a paisagem .
Lá às tantas apareceu a GNR e era preciso desfazer as tendas e ir embora. Eles estavam ansiosos para ver o Covão evacuado. Desmancha-prazeres.....
Bem, foi pôr as correntes pedir emprestado uma pá ( não posso esquecer-me de começar andar com uma pá no carro), espetar com as mochilas à pápo-seco( espressão saloia da minha zona ) e irmos embora aproveitando a boleia do limpa-neves.
O dia não acabou sem irmos almoçar ao Trenó na em Manteigas :)
























O quê é isto?






É a Ortik-Igloo do Nuno! :)


















O André em grande estilo.





































O Tiago Bispo.































O Pedro Carradinha.




































Meninos, é assim que se faz....






























































O Nuno também em grande estilo.














































O nosso acampamento cigano.

















As nossas tendas e o Covão 24H antes do nevão.

















Gostam da nossa cozinha? ;)

























segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Kayak no tejo Internacional. Um mundo selvagem, tão perto e tão distante.








Para os que queiram aproveitar o caudal abundante que o Tejo leva neste momento e na próxima Primavera, aqui ficam umas dicas.
O Tejo realmente é um mundo. E ainda muito selvagem.
A primeira decisão vai ter de ser: quantos dias, e onde. Não dá para fazer tudo, e quanto mais para montante, melhor e mais selvagem. Mesmo com um só dia, já se pode fazer uma exploração simpática (por exemplo, Vale da Morena, Erges, e volta.
Ou então linear, com o problema logístico do transporte e do regresso.
Eu não hesitaria: faria a parte internacional, por exemplo, entre Alcântara e Rodão (internacional só do Rio Erges até Cedillo).
1º, há que ter bem presente o mapa da coisa (até um mapa do ACP serve). Um mapa de 1:250.000 é perfeitamente aceitável, mas quem deseje mais pormenor, pode aumentar até 1:25.000. Aspectos mais importantes:
1. Alcântara ainda está em Espanha, tem bons acessos de estrada. Prever a recuperação da viatura, ou ter boleia até lá.
2. Na foz do rio Erges (que faz fronteira) começa o Tejo Internacional, com Espanha na margem esquerda. Não se consegue chegar à Foz do Erges sem ser por barco (por terra é quase impossível, e distante de tudo).
3. Acesso mais próximo do Erges ao Tejo internacional, é pelo Rosmaninhal (alcatrão) e Vale da Morena (4x4), o que levanta problemas de logística (ou se tem boleia de Jeep, ou não é muito viável deixar lá a viatura). Vale da Morena é bom para dormir (tenda).
4. Acesso bom desde Portugal, muito mais a jusante, a barragem espanhola de Cedillo (perde-se é toda a zona internacional)
5. Entre o Vale da Morena e Cedillo, zonas muito interessantes são a foz e o Rio Salor (margem espanhola, mesmo em frente ao Vale da Morena), a foz e Rio Aravil (português)e a foz e o Rio Ponsul (português). Entre o Erges e Cedillo, para teres uma ideia da vida selvagem, vais encontrar 3 espécies de Abutre (Preto, Egipto e Grifo), cegonha preta, Veado, Javali, etc. As zonas de foz são sempre boas para dormir, mais alargadas, alguma areia ou aluvião, etc.
6. Após Cedillo, o rio continua interessante na zona de Rodão (colónia de abutres 100% portuguesa), depois vai perdendo interesse, mas continua bonito. A partir de Rodão, acompanha a Linha da Beira Baixa, e o comboio pode ser uma boa hipótese para volta a colher a viatura.
7. Nas barragens do Fratel e de Belver, não sei se a EDP não chateia para passar, mas deve haver forma de contornar o problema.
8. Belver / Gavião Alamal, tem um Inatel mesmo em cima do Rio, simpático para dormir. Também tem boa areia.
9. Daí para jusante mal conheço.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Fotos dramáticas na Serra da Estrela



Imagens dramáticas, captadas no Parque Natural da Serra da Estrela, em que Tiago Pais, de semblante carregado e ar preocupado, devora o último caroço de maça que as raposas lhe deixaram, em jeito de sobremesa, depois de ter lambido uma embalagem plástica roída, ainda com sabor a presunto. À sua volta, dezenas e dezenas de raposas observam de olhar fixo, quase hipnótico, enquanto salivam, gulosas e agressivas, tentando ainda encontrar uma oportunidade para roubar os últimos restos de comida do montanheiro. Além do ar ansioso do Tiago, são notórios os olhos encovados e a testa franzida, depois de uma noite em branco, dentro da tenda, agarrado a um piolet e a um martelo-piolet, tentando defender dos belicosos carnívoros, sem sucesso, o que restava dos seus mantimentos. Momentos marcantes na vida difícil deste montanheiro, que declarou já aos amigos mais próximos ir dedicar-se à escalada indoor e à fotografia de “natureza morta”.

Repórter no local, Gina Correia, a quem a Desnível agradece a reportagem fotográfica.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

O "Infernal" Corredor do Inferno

























































































































No passado Domingo 3 aspirantes a Alpinistas( Luisa Santos, Miguel Varino e eu) foram para a Serra da Estrela. Objectivo : Corredor do Inferno!
Nosso receio era que não houvesse neve nos corredores devido à semana de chuva incessante que predecedeu à nossa actividade, mas para a nossa felicidade apesar de realmente não haver muita neve a que restava era sufciente e estava bem gelada e tinham-se formado lindas cascatas de gelo.
O Corredor do Inferno presenteou-nos com 3 cascatas ao longo do percurso sendo o 2º o "crux" da via. Sem piolets e crampons técnicos lá fomos. Sendo o meus piolets os mais adecuados lá tinhamos de os emprestar uns aos outros para escalar as cascatas.
Na tal 2ª casacata o Miguel foi o 1º. A Luisa deu-lhe segurança, o Miguel subiu, montou uma reunião, baixou os piolets, e a Luisa era a seguir. Diga-se que esta cascata era a mais difícil de subir porque era ligeiramente extraprumada, e o gelo estava tão duro que os bicos frontais dos nossos crampons tinham dificuldade em penetrar no gelo. Para mais os nossos crampons não são crampons para casacatas. Tinhamos que procurar reentrancias no gelo e aí procurar apoiar os pés. Bem , isto tudo para explicar que a Luisa chegou cansada ao topo da cascata , e quando quis descansar os braços, abriu as mãos, e emvez de ficar pendurada nos piolets, as mãos saem das luvas, saem das dragoneiras e cai.... os piolets ,esses ficam direitinhos onde tinham sido postos, no topo da cascata, com as luvas também direitinhas enfiadas nas dragoneiras....
Aínda hoje temos pena de não ter tirado fotos aos piolets. Foi mesmo cómico.
O problema foi depois . Aínda tentei subir com os piolets "normais" da Luisa e do Miguel, mas não consegui. As mãos escorregavam pelo cabo, não tinha dragoneiras, tinha que fazer imensa força nas mãos para segurar os piolets e ao mesmo tempo apoiar-me neles. Depois de várias tentativas infrutíferas e os braços feitos num "oito",o Miguel acabou por ter que vir em nosso socorro. Baixou até ao cimo da cascata , depois de bloquear as nossa cordas, e ajudou-nos a subir por uma greta na rocha ao lado, senão nunca mais saíamos dali.
Foi uma risada.
De qualquer modo adoramos fazer o corredor. Nunca o tinhamos encontrado tão "Técnico".
Aprendemos com os nossos erros, vimos a diferença que faz ter material adecuado, treinamos e acima de tudo divertimo-nos.
Tivemos pena de não encontrar o Rogério e o Tó que estavam a dar formação ao curso de iniciação, mas perdemos muito tempo na tal 2ª casacata que acabamos o corredor já tarde.
Aqui vão algumas fotos da nossa actividade.